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Proteção cambial no comércio exterior: Importação e Exportação

20/10/2015

A taxa de câmbio no Brasil vinha nos últimos anos em uma tendência de alta, sem grandes variações. Em 03 anos (entre final 2011/meados 2014) a variação havia sido de aproximadamente 25%. Isto deixou o empresário brasileiro pouco interessado em arcar com os custos envolvidos em fazer alguma proteção cambial. Porém, o cenário mudou consideravelmente a partir do segundo semestre de 2014. A proteção cambial passa a tornar-se uma ferramenta importante para exportadores e importadores.

A proteção cambial no Comércio Exterior não visa obtenção de lucro. O objetivo principal é reduzir o risco. Para os importadores, serve para evitar aumento significativo no custo de um insumo, matéria-prima ou equipamento adquirido no exterior. Já os exportadores utilizam estas ferramentas para proteger suas receitas futuras, no cenário hipotético de uma queda de dólar. Em linhas gerais, é uma maneira que o empresário tem de prever ou limitar seus riscos futuros.

 

Existem inúmeras opções de Hedge ou proteção cambial. E existem bancos e corretoras de câmbio especializados em encontrar a solução adequada para cada situação. A seguir, apresentamos uma breve explanação sobre as mais conhecidas:

 

Compra de Dólar Cash

A forma mais básica e simples de se proteger contra uma alta da moeda é comprar dólares no mercado à vista (cash). A desvantagem é que é preciso imobilizar uma quantia igual à que se quer proteger da desvalorização do real.

 

Títulos cambiais

Outra forma de hedge é comprar títulos indexados à variação do câmbio. Esses papéis pagam juros quando o dólar sobe. Sobre este benefício, há tributação de Imposto de Renda. No entanto, também é preciso destinar uma quantia praticamente igual à que se quer defender.

 

Opções de compra ou venda de dólar

Opções são contratos de compra ou venda entre as partes, que permitem a negociação de um direito ou de uma obrigação de adquirir futuramente um ativo objeto (moedas, taxas, contratos futuros, etc...), mediante pagamento de prêmio.

 

  • Call: Opção de compra – o comprador da opção (Titular) tem o direito de comprar, em uma data futura definida, o ativo objeto do contrato firmado com o vendedor (Lançador) a um determinado preço (Preço de Exercício).

  • Put: Opção de venda – o Titular tem o direito de vender, em uma data definida, o ativo objeto do contrato firmado com o Lançador, a um determinado Preço de Exercício.

 

O portador de uma opção paga uma fração do valor (o prêmio) e pode exercer esse direito até uma determinada data. Se ele não exercer sua opção, perde o valor do prêmio. A vantagem é que o comprador precisa imobilizar muito menos dinheiro para fazer seu hedge.

 

Contratos futuros de dólar

São compromissos entre um comprador e um vendedor, normalmente fechados numa transação em bolsa ou intermediada por um banco. Esses contratos acompanham a oscilação do dólar no mercado à vista. Se o dólar subir, o comprador do contrato vai receber do vendedor o equivalente em reais a essa variação, dia a dia. Quando o contrato vencer, a soma das variações deverá compensar a variação do câmbio. Os contratos futuros, parecido ao Mercado de Opções, permitem que o investidor faça seu hedge imobilizando muito menos dinheiro.

 

Swap

Em inglês corrente, quer dizer troca, permuta. No mercado financeiro, indica uma operação pela qual duas empresas concordam em "trocar" dívidas. Por exemplo, uma importadora endividada em dólares faz um swap de moedas com um banco. A empresa deve pagar um valor em reais ao banco. O banco tem de pagar o equivalente em dólares ao valor contratado do swap. Se a cotação do dólar subir além do esperado, o aumento da dívida da empresa será coberto pelo banco.

 

Hedge Natural

É o que acontece quando a empresa participa do comércio exterior importando e exportando em uma mesma moeda estrangeira. Por exemplo, em uma empresa que importe 50 mil dólares por mês de matéria-prima e destine o equivalente a 50 mil dólares de seu faturamento para a exportação, se o dólar subir, há aumento de custo, mas também aumento de lucro. Se o dólar cair, diminuem-se lucros, mas também serão menores as despesas. Há certos cuidados a serem tomados com os vencimentos das operações, mas é uma opção bastante interessante.

 

Se por um lado o Comércio Exterior pode parecer complexo, por outro há cada vez mais profissionais especializados nesta área e serviços financeiros que ajudam a minimizar riscos.

 

As operações de Importação e Exportação estão cada vez mais presentes em nossos dias, mais presentes no planejamento estratégico de nossas empresas. Não deixe que um cenário cambial instável atrapalhe os planos de crescimento de seu negócio.

 

*Texto baseado em matérias do Banco Fibra e Exame.com

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